quarta-feira, 14 de abril de 2010

Política - O Brasil é aqui...


A capital do País completa 50 anos na semana que vem. Mas a comemoração de meio século de história está longe de ser alegre. O orgulho de ser candango, para muita gente, é motivo de vergonha e constrangimento.

Escândalos intermináveis de corrupção mancham a cidade que é considerada Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco. Brasília que, em um sonho de Dom Bosco jorraria leite e mel, saiu do papel pelas mentes de homens como Juscelino Kubitschek, Oscar Niemeyer e Lúcio Costa.

Não demorou muito para a cidade orgulho ser tomada por homens de moral duvidosa. A grande quantidade de terras desocupadas sempre atraíram a cobiça de grileiros, que contavam com a conivência das autoridades.

Brasília chegou aos seus 50 anos com uma das maiores rendas per capta do País - nada menos que o dobro da média nacional. No entanto, os problemas são os mesmos das grandes cidades do País: filas nos hospitais, engarrafamentos, escolas sucateadas, pobreza, violência e corrupção.

Depois da redemocratização, políticos como Joaquim Roriz, José Roberto Arruda, Luiz Estevão, Paulo Octávio, Eurides Brito e Geraldo Naves protagonizaram alguns dos mais tenebrosos escândalos envolvendo o nome da capital.

O mais recente, envolvendo o governador cassado José Roberto Arruda recebeu o nome de mensalão do DEM. O governador foi cassado. Os deputados distritais escolherão um novo governador no próximo sábado (17). Fica a dúvida sobre a validade da escolha, uma vez que vários políticos que votarão no governador tampão estão envolvidos no escândalo. Um deles - Geraldo Naves - assumiu o cargo depois de ser solto da Papuda por decisão do STJ, e mesmo assim será um eleitor.

Nem a sombra da intervenção federal, pedida pelo Ministério Público, assombra os deputados distritais. Há denúncias de que candidatos estariam negociando cargos e favores em troca de apoio na eleição do final de semana. Especula-se que a antiga base de apoio de Arruda vai apoiar um candidato que colocasse panos quentes nas investigações.

Brasília completa 50 anos no dia 21 de abril com muitos problemas para a resolver. E dificilmente algo substancial mudará com as eleições de outubro. Roriz, com seu exército de eleitores fiéis, promete voltar e lidera as pesquisas de intenção de votos... O perigo é chegar aos 100 anos com os mesmos problemas.

Mas, pensando bem, nem poderia ser diferente. Afinal, Brasília é a capital de que País?

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Cinema - Um Sonho Possível



Fui ao cinema ver Um Sonho Possível (The Blind Side) sem saber do que se tratava. Simplesmente não tinha visto nenhum trailer. A única coisa que eu sabia era que Sandra Bullock tinha recebido um Oscar pela película. De certa forma, me surpreendi, mas não o enxergo como um filme tão marcante assim.

Logo nas primeiras cenas, o espectador fica sabendo que o roteiro foi baseado em fatos reais. O título original do filme, The Blind Side, é uma clara referência ao Futebol Americano, uma paixão gringa. Em algumas jogadas, os atacantes de um time devem proteger o lado cego do quarterback (não entendo nada de futebol americano. Isso foi tudo que deu para assimilar). Bom, essa explicação toda serve apenas para mostrar como no Brasil, onde o esporte não faz o menor sucesso, o título original talvez não fizesse muito sentido.

Voltando ao filme, Um Sonho Possível conta a história do adolescente Michael Oher, apelidado de Big Mike, interpretado por Quinton Aaron. Big Mike é negro, obeso, pobre, filho de mãe viciada em drogas e cresceu em um mundo de rejeição e violência. Mesmo assim, nunca se deixou contaminar pela maldade que o cercou. Retirado à força dos braços da mãe, ele nunca se adaptou à vida de adoção. Mas o trauma da separação o tornou uma pessoa fechada em seu grande vazio e avessa a qualquer tipo de relacionamento.

A vida do adolescente começa a mudar quando ele é admitido em uma escola particular cristã, interessada em seus dotes esportivos. No colégio, ele conhece os Tuohy, uma família rica e consumista, mas com valores cristãos e adepta da caridade – o verdadeiro sonho ocidental. Os Tuohy, praticamente obrigados por Leigh Anne, matriarca socialyte, personagem de Sandra Bullock, acolhem Big Mike em sua casa e, em pouco tempo, já o consideram um membro da família.

Os Tuohy incentivam Big Mike nos estudos e nos esportes. O talento nato para o futebol americano se torna a ponte para a superação dos problemas que o afligiram durante toda a vida.

Um Sonho possível é o típico drama hollywoodiano. Uma história de superação, feita para tocar o espectador. Vai em cima dos sonhos, do altruísmo e da vontade de ajudar o próximo que todo mundo tem. É impossível não sair do cinema cheio de energia positiva.

Com a direção de John Lee Hancock, Um Sonho Possível é certinho e cumpre o objetivo. Mas não é nada que já não tenhamos visto.

terça-feira, 6 de abril de 2010

quinta-feira, 1 de abril de 2010

E foi dada a largada


Os principais candidatos à presidência, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), já se licenciaram do cargo e agora estão concentrados na corrida pelo Palácio do Planalto.

Desde 1994, já foram cinco embates entre as duas legendas.

Os motores começaram a rugir. Resta saber quem cruzará a linha de chegada em primeiro quando a corrida acabar. Esse nerd politizado, com certeza, irá acompanhar e comentar...

Cinema - como treinar o seu dragão


Como treinar o seu dragão, da Dreamworks, foi uma grata surpresa. Com personagens cheios de carisma, belas cenas de ação, comédia, um roteiro que flui bem e uma trilha sonora de primeira, a animação 3D dos diretores Dean DeBlois, Chris Sanders cativa.

Como treinar o seu dragão conta a história do garoto Soluço, morador de uma vila viking atormentada pelos constantes ataques dos dragões. Franzino, Soluço não leva nenhum jeito para o principal trabalho dos outros vikings: caçar e matar esses ferozes répteis alados. Como sempre se dá mal em quase tudo, ele é motivo de piadas dos outros moradores. Nem o pai o aceita do jeito que é.

Em uma noite, enquanto a vila é atacada, Soluço consegue um feito até então inédito que o daria glória instantânea: acerta um Fúria da Noite, um dragão negro, conhecido como o mais perigoso de todos. Sem coragem para acabar com a fera, Soluço o deixa ir e ainda o esconde dos outros moradores – e aqui começa a amizade mais improvável de todas. Mas talvez esse relacionamento sirva apenas para provar que tudo o que os vikings sabiam a respeitos dos dragões estava errado.

Bom, o roteiro não é lá muito original. Filmes sobre aceitação entre pais e filhos ou amizades com bichos de estimação existem aos montes por aí. O grande trunfo de Como treinar o seu dragão é a forma como a história foi contada. É incrível como o filme não perde o ritmo e mantém o espectador atento à cada lance.

Quem for assistir com certeza dará boas risadas. As cenas de vôo são tão belas, que dá até inveja de poder ver alguém, mesmo alguém gerado pelo computador, poder voar assim. E mesmo um roteiro mais batido não impede muitas surpresas para o final.

O filme é cheio de cenas de ação rápidas e intensas, e mesmo as cenas mais contemplativas, quando Soluço e seu dragão estão aprendendo a voar e descobrem no céu um lugar só deles, deixam o ritmo cair.

O visual é um espetáculo à parte. Da grama da floresta às chamas que saem dos dragões, a tecnologia está impecável. A textura dos ambientes, o céu, a água, a barba crespa dos vikings...

O visual dos dragões também impressiona. São vários tipos, cada um com características e ataques únicos. Nesse ponto tem até referência aos fãs dos RPGs tradicionais, quando a personagem Melequento, o nerd do grupo, sabe na ponta da língua os pontos de Força, Agilidade e a Fraqueza de cada animal.

Pra quem achou nomes como Soluço e Meleca estranhos (ou infantis) demais, o filme explica o motivo.

A recomendação é ver em 3D. As cenas ganham profundidade e ajuda a entrar melhor no clima.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Um outro olhar sobre a pesquisa Ibope


O Ibope divulgou nesta quarta-feira uma nova pesquisa sobre a corrida à presidência. Encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o levantamento sobre as intenções de voto para presidente da República aponta o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), com 35% da preferência do eleitorado, contra 30% da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT). O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) tem 11%. A senadora Marina Silva (PV-AC) aparece com 6%.

A imprensa se apressou em apontar que a esmagadora diferença que Serra mantinha da ministra Dilma há alguns meses é quase nula agora. Em evento em Minas Gerais, Dilma afirmou que "a pesquisa é retrato do momento".

Bom, esse resultado merece uma avaliação menos simplista. Ora, é notável que a ministra Dilma está em plena campanha. Com toda a máquina do governo a seu favor, ela está sempre na mídia, exposta ao extremo.

Por outro lado, o governador Serra nem anunciou ainda que é candidato. É claro que ele está na briga, mas a única que já entrou de cabeça na disputa pelo planalto, efetivamente falando, foi a ministra Dilma. E mesmo assim, ela segue atrás de um candidato que ainda luta pra ter alguém de peso como vice.

Esses resultados apenas comprovam o longo caminho que a ministra terá para conquistar o eleitorado e fazer o sonho do presidente Lula se tornar realidade.

Serra, por outro lado, não entrou oficialmente na briga e ainda tenta formar uma chapa forte o suficiente para a disputa. Quase sem carisma algum, ele tenta pela segunda vez ser presidente.

A corrida está a toda velocidade.

Estudo avalia qualidade das delegacias do Brasil

Enquanto os estados brigam pelo dinheiro do pré-sal, as mazelas da sociedade continuam.

Uma pesquisa do centro de estudos de segurança e cidadania do Rio de Janeiro apontou que as delegacias brasileiras estão longe de oferecer um atendimento adequado. O estudo foi feito com 235 delegacias de nove estados do País e a média foi 45,46, numa escala de 0 a 100.

Veja a reportagem da TV Brasil.



No Brasil é assim, todos brigam por um dinheiro que nunca é aplicado onde deveria. Só quem perde com isso é a população.