terça-feira, 27 de abril de 2010

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Cinema - Túmulo dos Vagalumes


A Segunda Gerra Mundial é um tema recorrente no cinema. Poucos filmes, no entanto, oferecem uma visão diferente do conflito. Nesse aspecto, o anime Hotaru no Haka (Túmulo dos vagalumes), de Isao Takahata, brilha diante da maioria das películas hollywoodianas.

Obra do Estúdio Ghibli, que também assina ótimas produções como A Viagem de Chihiro e o Castelo Animado, o Túmulo dos Vagalumes mostra a história dos irmãos Seita e Setsuko no final da Segunda Guerra. Seita e sua irmã mais nova vivem com a mãe e esperam pelo retorno do pai, convocado para lutar contra os americanos.

O Túmulo dos vagalumes é essencialmente uma história de amadurecimento. No pós-guerra, os japoneses ficaram entregues à própria sorte. A fome era uma inimigo que ainda perturbava a população. O egoísmo e a indiferença eram dois sentimentos recorrentes. E Seita e Setsuko precisam enfrentar tudo isso e continuar vivendo, mesmo que o futuro não pareça muito melhor.

Bom, não vou contar aqui nada da história desse excelente filme, é melhor deixar para o telespectador se surpreender com essa história cheia de sentimentos e valores humanos. Vou dedicar esse texto ao melhor do Túmulo dos Vagalumes: a relação dos dois irmãos.

Mesmo sendo uma história triste, Seita e Setsuko esbanjam carisma. A caracterização é impressionante. Seita, o irmão mais velho, se sente responsável por Setsuko e tenta esconder os horrores da guerra e vê-la feliz.

Os dois foram obrigados a amadurecer antes do tempo, mas não esquecem que são crianças e fazem de tudo para encontrar alegria nas menores coisas, como um banho de mar ou observando vagalumes à noite. Apesar de serem desenhos, eles conseguem ser mais críveis que muitos filmes com atores de carne e osso.

A animação é outro ponto alto. Mesmo sendo um filme de 1988, o visual beira à perfeição, tamanho é o detalhismo dos cenários e das personagens. Não há uma única cena de computação gráfica. Tudo é desenhado à mão, o que torna o filme ainda mais impressionante.

Hotaru no Haka é um filme maravilhoso, que estranhamente continua inédito no Brasil. Culpa, talvez, do preconceito de que anime é coisa para crianças. Quem deixar isso de lado, com certeza, irá se deliciar com uma das melhores produções da terra do sol nascente.

desenho do dia - 26/04

Essa é uma cena do mangá do Yugioh!. Mais um treino com cenário.

domingo, 25 de abril de 2010

Desenho do dia - 25/04

Como prometido, o desenho do Iron Man. Fiz uma pintura, mas ainda não sei fazer sombra no Photoshop direito, então vai o chapadão mesmo.


quinta-feira, 22 de abril de 2010

Cinema - Homem de Ferro

O novo filme do Homem de Ferro estréia no dia 30 de abril (uma semana antes dos Estados Unidos - olha o prestígio). E para apimentar ainda mais a ansiedade, uma foto de uma das novas armaduras de Tony Stark, a Mark V.



Homem de Ferro tem Robert Downey Jr, como Tony Stark, Don Cheadle, como Jim Rhodes, Scarlett Johansson, como Viúva Negra, e Mike Rourke na pele do vilão Whiplash.

Em homenagem ao filme, o desenho do dia de amanhã será o Homem de Ferro.

Economia - Será sabotagem?



Não entendo muito de economia. Mas resolvi comentar uma notícia dessa área nessa postagem.

Desde quarta-feira, a imprensa deu bastante destaque ao relatório do Fundo Monetário Nacional sobre os rumos da economia mundial.

O que chama atenção é que o documento aponta o risco o "superaquecimento" da economia brasileira. Segundo o FMI, a economia nacional vai crescer bem acima do esperado e, nos próximos anos, o País pode não ter condições de atender a demanda interna. O órgão internacional recomenda que o País adote uma politica fiscal mais rígida e pise no freio.

Ora, não foi justamente o mercado interno que serviu de escudo para que o País enfrentasse a crise? Nos últimos anos, é inegável que o salário das classes mais baixas e o aumento do poder de consumo do trabalhador trouxeram benefícios significativos para o Pais. Boa parte desse resultado se deve a políticas de transferência de renda, como o Bolsa Família.

Pisar no freio agora, como quer o FMI, parece piada. Parece até que o Fundo Monetário desconhece a realidade brasileira. O Brasil tem uma das políticas fiscais mais conservadoras do mundo. A Selic, a taxa básica de juros, que regula toda a economia, é uma das mais altas do mundo. O Banco Central a utiliza como controle da inflação.

Quando o aumento dos preços está acima da meta, o Bacen vai lá e aumenta a Selic. É o que deve acontecer na semana que vem, quando a taxa deve chegar a 9,25%. O problema é que a Selic elevada acaba diminuindo a oferta de emprego e de crédito - por isso a inflação cai, porque o poder de consumo da população diminui. O que de certa forma, acaba prejudicando a economia.

Vale lembrar que a meta de superávit primário, que é a economia que o País faz para pagar os juros da dívida, também é tratada como prioridade pelo governo. Este ano, a meta corresponde a 3,3% do PIB. É dinheiro que o governo tira dos investimentos para cumprir os compromissos financeiros.

O engraçado é que no passado, quando o Brasil tinha sérios problemas econômicos, o FMI sempre estava lá, como um carrasco ordenando que cortássemos despesas e endurecêssemos a política fiscal.

Agora que a economia brasileira está equilibrada e numa curva ascendente, a sombra do FMI volta e pede para fazermos a mesma coisa. Será sabotagem?

desenho do dia - 22/04