quarta-feira, 21 de abril de 2010

Game - Marvel vs Capcom 3

A Capcom anunciou ontem a nova sequência de Marvel vs Capcom, dessa vez para a nova geração.

O crossover é um dos jogos de luta mais aclamados pelos gamers. Divertido, ágil e cheio de personagens que só se cruzariam no mundo dos games.

Pelo menos seis personagens estão confirmados: Ryu (Street Fighter), Morrigan (DarkStalkers) e Chris Redfield (Resident Evil) pela Capcom e Wolverine, Hulk e Homem de Ferro pelo lado da Marvel.

Ontem foi liberado um teaser, mas não há imagens do jogo em si. O game estará na E3 este ano.

Só para dar um gostinho e criar uma expectativa, o poster do game:

terça-feira, 20 de abril de 2010

desenho do dia - 20/04

O desenho de hoje é o Naruto, de Masashi Kashimoto.



Esse deu um pouco de trabalho.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Dia do Índio

Índios fazem manifestação na Esplanada dos Ministérios. Fonte: Agência Brasil


Hoje, 19 de abril, é Dia do Índio. E aqui cabe uma pergunta: o que é ser indígena no Brasil?

No imaginário nacional, os índios são seres pacíficos, que moram em malocas na selva e se alimentam do que a natureza oferece. Mas isso está longe de corresponder à realidade atual.

Na época do descobrimento, os colonizadores portugueses tentaram, sem sucesso, escravizar os gentios. Os índios simplesmente não se adaptavam àquele ritmo de trabalho - não, eles não eram preguiçosos. Os portugueses não tiveram outra alternativa a não ser importar escravos da África para as lavouras de cana-de-açúcar, de café e a pecuária.

Muitas tribos, principalmente aquelas mais violentas, foram dizimadas. Outras se aliaram aos portugueses. O fato é que ao longo dos anos, as aldeias foram sumindo e as terras indígenas se tornando cada vez mais escassas.

Os dados sobre a população indígena no Brasil são imprecisos. Segundo a Funai, vivem cerca de 460 mil índios no Brasil, distribuídos entre 225 sociedades indígenas. O IBGE aponta que esse número chega a 734 mil. Na década de 90, segundo o IBGE, o crescimento dessa população foi maior nos centros urbanos: passou de 71 mil em 941 para 383 em 2000. No campo, também houve crescimento, mas num ritmo menor - passou de 223 mil para 350 mil índios.

Analisando os números, percebe-se que mais da metade dos indígenas brasileiros vivem nos centros urbanos, integrados à sociedade moderna. O problema é que essa opção acaba produzindo um efeito negativo, entre eles a perda da cultura indígena.

Por que isso acontece? Devem ser vários os fatores. Um dos mais citados é a péssima condição das aldeias. Sem assistência necessária do poder público, como evitar que eles deixem o meio rural em busca de melhores condições de vida nas cidades? Boa parte da população brasileira faz isso. Com eles não poderia ser diferente.

E mesmo as aldeias remanescentes vivem sérios dilemas. Um dos principais está na área da saúde. E o alcolismo, com certeza, é um dos principais problemas. O consumo desenfreado de álcool pelos indígenas provocou um alto índice de depressão dentro das comunidades. O suicídio se tornou frequente entre essa população.

É impossível evitar o fenômeno de integração entre as comunidades indígenas e a sociedade moderna. Mas é preciso criar mecanismos para evitar que a cultura indígena seja engolida.

Muitas comunidades desenvolvem um intenso trabalho de recuperação cultural, principalmente dos dialetos indígenas. A Funai também tem iniciativas de valorização dessa sociedade. Entre elas, destaca-se a Festa Nacional do Índio e os Jogos Indígenas.

Mas será isso suficiente? Nós, brasileiros, precisamos ter cuidado para evitar a um de nossos maiores símbolos se torne apenas uma sombra daquilo que foi um dia.

Game - God of War III (review)


God of War 3 foi um dos games mais esperados dos últimos tempos. A conclusão da vingança do Fantasma de Esparta contra os deuses do Olimpo termina com um game belíssimo, divertido, violento, mas sem muitas inovações na jogabilidade. E exclusivo do Playstation 3.

A saga de Kratos começa exatamente onde God of War 2 terminou. Traído pelos deuses, o guerreiro espartano liberta os Titãs e investe contra a morada dos deuses gregos, o Olimpo. Lá de cima, os deuses observam a escalda das gigantescas criaturas, representantes das forças da natureza. Mas os olimpianos não parecem intimidados.

God of War 3 já começa insano e mostrando a que veio. Em cima da impressionante Titã Gaia, o grito de Kratos - “Zeus, seu filho voltou. Eu trouxe a destruição para o Olimpo” – é uma pequena mostra da ira do ex-Deus da Guerra. Toda a sede de vingança de Kratos transborda em cada movimento do jogo. O personagem está mais brutal e agressivo e trucida sem dó qualquer um que cruzar o seu caminho.

A violência é tão realista e escancarada que muitas vezes o jogador se sente angustiado com o que está fazendo apertando os botões do controle. Em determinado momento na luta contra um deus, a câmera do jogo se transporta para a visão dele vendo Kratos investir com toda a sua fúria usando apenas as mãos. O sangue não para de jorrar. Os socos e chutes de Kratos quebram o deus grego ao meio e mesmo assim o guerreiro não para.

Em outro ponto do jogo, ao passar por uma cidade incendiada, um homem grita por socorro ao Fantasma de Esparta. Kratos liquida o indivíduo que impede sua passagem. O jogo não dá outra opção. E nem poderia: God of War é um história de vingança, não há espaço para compaixão.

O visual do jogo impressiona. O processador do PlayStation 3 é realmente uma maravilha. A textura da pele de Kratos, cheia de tatuagens, marcas de expressão e cicatrizes, beira à perfeição. Os inimigos e os cenários são tão bem detalhados, que muitas vezes esquecemos que se trata de um jogo, e não de um filme. E tudo isso sem muitas telas de carregamento, o que ajuda a manter a diversão.

Gráficos espetaculares não são sinônimos de um bom jogo. Mas, no caso de God of War 3, eles tornam a experiência muito mais empolgante que no Play 2. O sangue que jorra da pele dos inimigos suja a pele de Kratos, dando um ar mais realista à violência. Os golpes de Kratos deformam o rosto dos inimigos. Dos cortes feitos pelas Blades of Exile, saem as vísceras dos seres mitológicos.

A trilha sonora de God of War sempre foi grandiosa. E na parte final da trilogia não poderia ser diferente. Com composições orquestradas, hora mais rápidas, hora mais lentas, as músicas empolgam o jogador e casam bem com o clima épico do jogo.

A jogabilidade é a mesma dos anteriores. É claro, há alguns movimentos novos, mas nenhum completamente inovador na execução. Talvez o ponto negativo do jogo sejam as armas que Kratos utiliza. Com exceção da Nemean Cestus, todas as outras acabam esquecidas porque se assemelham à arma principal,Blades of Exile.

God of War 3 não é uma aventura para corações fracos e pacifistas. Kratos está cheio de sentimentos de vingança e não questiona se está certo ou errado em nenhum momento. Entre uma luta e outra, faz questão de frisar que seu único objetivo é destruir os deuses do Olimpo que o traíram. É um final digno para a saga do Fantasma de Esparta.

desenho do dia

Fiz esse desenho no final de semana.

É baseado em uma capa do mangá brasileiro dos Cavaleiros do Zodíaco.

O enquadramento não ficou legal.



Depois, coloquei algumas cores no photoshop (ainda estou aprendendo a usar esse programa):

sexta-feira, 16 de abril de 2010

A difícil arte de desenhar

Desenho desde que me entendo por gente e sempre quis ser um profissional na área.

Bom, ainda tenho um longo caminho pela frente e resolvi o usar o blog como um incentivo para me ajudar a percorrê-lo.

O objetivo é publicar um desenho por dia até chegar ao nível de um profissional.

Vamos ao desenho de hoje. É o Edward Elric, de Fullmetal Alchemist.



Pra me incentivar, leitores podem sugerir desenhos.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Literatura – O menino do pijama listrado



O livro "O menino do pijama listrado", um romance do irlandês John Boyne, é um desses títulos que surpreendem pela simplicidade.

Na obra, John Boyne faz um olhar infantil sobre o Nazismo. A história se passa na Alemanha, durante a Segunda Gerra. Começa quando o curioso Bruno é obrigado e deixar sua casa em Berlim porque o pai, um importante militar do exército alemão, é enviado para cuidar de um campo de concentração.

Bruno subitamente se vê em um lugar chamado Haja-Vista (como é muito novo, não sabe ler direito Auschwitz). Ele fica indignado com o pai por ter trocado a iluminada Berlim, cheia de amigos e diversão, por aquele lugar.

Sem ter muito que fazer, Bruno passa dias em seu quarto, sem amigos. Nem explorar a casa, um de seus passatempos preferidos, lhe é permitido. Da janela do seu quarto, Bruno descobre uma cerca, que separa sua casa de umas pessoas com pijamas listrados que passam o dia caminhando pra lá e pra cá.

Curioso, Bruno resolve descobrir porque as pessoas passam o dia vestidas daquele jeito. Ele decide explorar a cerca e, então, uma amizade inusitada começa.

Não vou contar mais da história porque "O menino do pijama listrado" é um desses títulos que temos o prazer de virar cada página para saber o que acontece, mesmo não sendo uma história feliz. Em vez disso, vou falar daquilo que mais chamou atenção: a inocência de Bruno.

A personagem principal é uma criança alemã rica, que vê seu mundo perfeito – talvez não tão perfeito assim por causa da implicante Gretel, a irmã, apelidada de um caso perdido - despedaçado quando tem que se separar dos amigos e dos avós.

Mesmo em um campo de concentração, a inocência de Bruno não o deixa ser contaminado por toda a loucura e a crueldade do holocausto. Apesar de permanecer em seu mundo, querendo brincar e fazer amigos, ele não deixa de perceber que há algo errado no ar. Pensando bem, talvez a realidade infantil do garoto o permite ver melhor que todos os outros.



O menino do pijama listrado se tornou um filme em 2007. Apesar de ser fiel a obra original não conseguiu manter o mesmo ar criado pela imaginação e a inocência de Bruno.