quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Super 8 - crítica


No meio de uma temporada cheia de filmes blockbusters, como a última parte do Harry Potter, o Capitão América, Transformers e Carros 2, a película Super 8, dirigida por JJ Abrams e produzida por Steven Spielberg, o diretor amante dos extra-terrestres, conseguiu um lugar cativo entre os amantes dos anos 80. Não é pra menos. O filme é misto de Goonies e ET, duas produções, por sinal com o dedo do Spielberg, que cativaram milhares de expectadores, hoje, com cerca de 30 anos.

Super 8 começa falando de perda. A mãe do garoto Joe morreu em um acidente de trabalho. Cabe ao pai, um policial que nunca teve um bom relacionamento com o filho, cuidar do menino agora. Diante dessa situação nova e completamente inesperada, Joe tem como válvula de escape ajudar os amigos na produção do filme sobre zumbis, rodado em câmera Super 8.

As filmagens acabam aproximando Joe da sua paixão, Alice. E durante a primeira participação da garota no filme de terror mirim, um atentado a um trem militar muda a vida dos garotos e da cidade inesperadamente.

Super 8 é cheio de mistérios – o que foi o mal liberado pelo acidente? Por que o pai de de Joe não gosta da família de Alice? –, mas não são eles que seguram o expectador até o final do filme. O relacionamento entre Joe e seus amigos, sim, é o grande trunfo da película.

O filme tem muito suspense, mas o entrosamento entre o grupo de atores mirins rouba a cena. E aqui estão as melhores partes de Super 8 – com espaço para bastante comédia e emoções.

Confesso que não esperava muito de Super 8, talvez por isso tenha gostado tanto dele. Pra quem ainda tem uma criança dentro de si, que recorda com nostalgia daqueles filmes de aventura que não subestimavam a inteligência dos espectadores, Super 8 é uma ótima pedida.

Ah! Acho que eu esqueci de falar o porquê do Super 8 lembrar o filme ET. Mas vou deixar essa resposta para o cinema, ou o DVD, ou a Tela Quente...

Outra coisa, não esqueça de acompanhar os créditos. Acredite, é uma das partes mais inspiradas do filme.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

venda de voto


Ontem, a AMB e o TSE lançaram a campanha Eleições Limpas. O objetivo é conscientizar o eleitor dos prejuízos da venda de votos. Pensando nisso fiz essa charge...

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Cinema - Homem de Ferro 2



Homem de Ferro 2 veio para comprovar que a Marvel Comics quer transportar para o cinema a mesma fórmula de sucesso dos quadrinhos da editora: interligar os universos dos filmes dos heróis da Casa das Idéias. E isso fica bem claro na sequência de um dos filmes de super-heróis mais legal dos últimos anos.

Na trama, depois de revelar ao mundo que é o Homem de Ferro, Tony Stark, está mais egocêntrico e narcisista do que nunca. A força bélica do super-herói gera uma sensação de paz mundial, mas o governo norte-americano não acha justo um civil ter tamanho poder e exige a tecnologia da armadura criada por Stark.

Além disso, a mesma tecnologia que mantém o herói vivo começa a envenená-lo. E um antigo inimigo da indústria Stark aparece em busca de vingança e alia-se à principal concorrente da empresa, a indústria Hammer, fornecedora de armas do governo dos EUA. Mas o Homem de Ferro agora não está mais sozinho.

Dirigido por Jon Favreau, Homem de Ferro 2 tem em seus personagens seu maior trunfo. Já conhecemos Tony Stark (Robert Downey Jr), Pepper Potts (Gwyneth Paltrow), James Rhodes (Don Cheadle) e Nick Fury (Samuel L. Jackson). Sobrou bastante espaço para desenvolver os novatos: Natasha Romanov (Scarlett Johansson), Ivan Vanko (Mickey Rourke) e Justin Hammer (Sam Rockwell).

O time de atores realmente parece ter entrado de corpo e alma em seus personagens. O já elogiado Tony Stark criado por Downey Jr mantém o ritmo cômico na medida certa. Don Cheadle substituiu à altura Terrence Roward, que interpretou o coronel James Rhodes no original, e agora veste a armadura cinza do Máquina de Combate.

Scarlett Jahansson e Mickey Rourke estão excelentes também. Enquanto Scarlett – linda com cabelo ruivo – esbanja sensualidade, Rourke deu bastante naturalidade ao físico russo Ivan Vanko, o grande inimigo do filme.

Se Homem de Ferro 2 fosse uma história fechada, uma simples luta herói contra vilão, ele já seria digno de nota. Com excelentes cenas de ação, com empolgação elevada ao quadrado pela trilha sonora de metal, o blockbuster vale o ingresso.

Mas o roteiro escrito por Justin Theroux, de Trovão Tropical, expandiu bastante o universo Marvel nos cinemas e essa foi a jogada mais inteligente da Casa das Idéias. Dessa vez, há claras referências aos próximos filmes da Marvel – Thor e Capitão América – que estreiam no ano que vem.

Tudo para culminar em 2012 no filme dos Vingadores – o grupo de super-heróis que reunirá os quatro grandes nomes que a Marvel levou para os cinemas desde 2008: Homem de Ferro, Hulk, Thor e Capitão América. É um verdadeiro gol de placa.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Política - Dos palanques para as páginas dos jornais



A disputa entre os pré-candidatos à presidência extrapola os palanques onde Dilma e Serra se degladiam. Nas edições desta segunda-feira dos jornais Folha de São Paulo e O Globo, a batalha ideológica das duas publicações foi explicíta.

A Folha trouxe na capa a denúncia de que um ato evangélico para beneficiar o candidato do PSDB, José Serra, custou R$ 540 mil reais, patrocinados por verbas públicas de governos tucanos. Organizadores e patrocinadores negaram que o cunho político do evento.

Já O Globo deu destaque ao processo da oposição contra a festa de 1º de maio em São Paulo, organizada pelas Centrais Sindicais e que contou com o apoio e as presenças do presidente Lula e da ex-ministra Dilma Rousseff, candidata do PT. Segundo O Globo, "tucanos criticam uso de verbas públicas".

O encontro evangélico também mereceu uma reportagem nas páginas de O Globo. No entanto, nada se falou sobre a denuncia feita pela Folha. A matéria preferiu se ater ao discurso de Serra, com destaque para o pedido de orações para os fiéis.

A campanha eleitoral começa apenas no segundo semestre. Mas, na imprensa ela já está a todo vapor, graças aos interesses ideológicos, políticos e comerciais dos empresários do ramo. Será que os jornais também poderiam ser multados pelo TSE por propaganda eleitoral antecipada?

desenho - 04/05

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Política - Eles não representam a vontade do povo...


A Câmara dos Deputados se prepara para mais um tentativa de votar o projeto Ficha Limpa. O texto de iniciativa popular, apresentado aos parlamentares no ano passado, previa que o candidato não poderia concorrer às eleições se tivesse sido condenado por um juiz de primeira instância.

Os deputados criaram um grupo de trabalho para analisar a proposta que teve o aval de mais de um milhão e 600 mil eleitores. Um parecer do deputado Índio da Costa mudou a regra, prevendo a inelegibilidade só se a condenação fosse por decisão colegiada. O argumento foi de que a proposta inicial dava margem para que inimizades entre juízes locais impedissem injustamente candidatos de disputarem as eleições.

Mas, quando a proposta foi analisada pela Comissão de Constituição e Justiça, novas mudanças: poderão concorrer políticos condenados em segunda instância desde que apresentem recurso suspensivo ao Superior Tribunal de Justiça.

Os deputados argumentam que a essência do projeto foi mantida, mas na verdade, eles parecem não ter entendido a vontade do povo, cujo o imposto mantém o Congresso funcionando: a população não quer que políticos que respondam a processos judiciais tenham a oportunidade de entrar na vida pública.

Se for aprovado amanhã, o projeto Ficha Limpa conterá regras bem mais brandas que as exigidas pelo povo. É claro que seria muita ingenuidade esperar que o projeto original fosse aprovado do jeito que estava, afinal a parte mais afetada seriam os parlamentares que estão analisando a matéria.

O que fica explícito é que eles suas excelências podem ser tudo, menos representantes da vontade popular.

domingo, 2 de maio de 2010

desenho do dia - 02/05


Treino com cenários - cenas de Samurai X

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Cinema - Thor

Um ditado chavão diz que uma imagem vale mais do mil palavras. E a primeira imagem de Chris Hemsworth como Thor é bastante empolgante. Ainda mais depois de ter visto o Homem de Ferro 2 e ter ficado para assistir à cena depois dos créditos.



O filme estréia no Brasil apenas em maio do ano que vem.

Cinema - The Last Airbender





Saiu esta semana o trailer final do filme The Last Airbender, baseado no desenho Avatar, que fez bastante sucesso no Brasil há alguns anos.

O desenho é interessante, cheio de ação e comédia. O filme é dirigido por M. Night Shyamalan e estreia em 23 de julho no Brasil em 3D e 2D.

Na história, a nação do fogo declarou guerra a todas as outras. E apenas o Avatar, o guerreiro lendário que controla todos os elementos, pode trazer a paz para o mundo.

Eis o trailer.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Política - Eu sou o cara


Independente do resultado das eleições de outubro, o presidente Lula deve terminar os oito anos de governo do PT com o ego nas alturas.

Carismático, Lula é presidente de maior popularidade da História do País. E agora recebeu mais um motivo para se considerar "o cara". A revista Time o elegeu como um dos 25 líderes mais influentes do planeta. "O que Lula quer para o Brasil é o que nós costumávamos chamar de sonho americano", avaliou o documentarista Michael Moore no texto dedicado ao presidente brasileiro.

Não é a primeira vez que Lula recebe um título desse. Em 2009, o jornal britânico "Financial Times" o escolheu como uma das 50 personalidades que moldaram a última década. Foi eleito o "homem do ano 2009" pelos jornais "Le Monde", da França, e "El País", da Espanha.

Desde o início do governo do PT, em 2003, o presidente Lula sempre buscou um papel de destaque para o Brasil no cenário internacional. Sua principal meta era mudar o Conselho de Segurança da ONU, com a inclusão de líderes emergentes nas principais cadeiras - hoje ocupadas por apenas cinco países.

A luta do presidente contra a fome e a pobreza no mundo também foi destaque em vários congressos internacionais. Na Conferência da ONU contra o aquecimento global, realizada em Copenhague no final do ano passado, o presidente Lula cobrou um papel mais efetivo dos países ricos frente às mudanças climáticas. O Brasil apresentou metas ambiciosas nesse sentido: diminuir em 39% a emissão de gases causadores do efeito estufa.

No campo econômico, o presidente Lula defende uma participação maior dos países emergentes nas decisões mundiais. Ele se aproximou de outros países emergentes e em desenvolvimento, principalmente, da China, da Índia e da Rússia, que juntas criaram os Bric.

Na América Latina, o Brasil é visto como um líder e se envolve em quase todas as questões políticas na região. Tem amizades "suspeitas" - leia-se o presidente venezuelano Hugo Chavez - e foi várias vezes criticado por sua postura de tentar agradar a todos.

No ano passado, o Brasil aceitou "numa boa" a nacionalização das refinarias de petróleo da Bolívia, inclusive as que tinham recebido investimentos da Petrobras. A empresas brasileira passou a pagar impostos ao governo boliviano. A decisão foi motivo de crítica da imprensa brasileira, que acusou o presidente de não cuidar dos interesses nacionais.

Amigo do líder cubano Fidel Castro, Lula defendeu várias vezes o fim do embargo econômico imposto pelos norte-americanos. Na última vez em que Lula visitou Cuba, ele teve que explicar os motivos de apoiar o regime castrista. Naquele dia tinha acabado de morrer um preso político que fazia uma greve de fome contra o governo.

Outra frente de atuação brasileira é no Haiti, onde o País lidera as Forças de Paz da ONU na nação caribenha.

Recentemente, a principal tentativa de demonstração de força internacional é no caso iraniano. O Brasil tenta uma solução pacífica para as desconfianças em torno do desenvolvimento de tecnologia nuclear pelo país islâmico. Praticamente isolado mundialmente, Lula se colocou contrário à imposição de sanções ao Irã, acusado de usar seu programa nuclear para desenvolver armas atômicas.

Mais de uma vez Lula disse que o Brasil tem condições morais de intermediar esse problema. Ele vai ao Irã em maio para cobrar do presidente Mahmoud Ahmadinejad garantias de que seu programa é pacífico. Recentemente, a secretária de estado norte-americano, Hillary Clinton, definiu a empreitada brasileira de ingenuidade.

A questão é complexa e dificilmente o Brasil ganhará essa disputa. Primeiro porque a maioria das nações que compõem o Conselho de Segurança apóiam a imposição de sanções contra o Irã. Depois, o presidente Ahmadinejad parece não coperar em oferecer garantias de que suas intenções são pacíficas.

A lista de atuações internacionais brasileiras é grande. Elas realmente colocaram o País numa posição de destaque mundial. Resta saber se com todo esse prestígio vai fazer com que o presidente Lula cumpra sua meta para 2010: fazer um sucessor.